Era uma vez... Um telefonema!

>> domingo, 21 de setembro de 2008

Meu nome é Afonso Soares, e resolvi contar algo que se passou comigo: Estava sentado no meu escritório quando lembrei de uma chamada telefônica que tinha que fazer. Encontrei o número e disquei. Atendeu-me um cara mal humorado dizendo: - Fala!


- "Bom dia. Poderia falar com Andréa?", O cara do outro lado resmungou algo que não entendi e desligou na minha cara. Não podia acreditar que existia alguém tão grosso.

Depois disso, procurei na minha agenda o número correto da Andréa e liguei. O problema era que eu tinha invertido os dois últimos dígitos do seu número. Após falar com a Andréa, observei o número errado ainda anotado sobre a minha mesa e decidi ligar de novo. Quando a mesma pessoa atendeu, falei:

- "Você é um filho da puta!!!". Desliguei imediatamente e anotei ao lado do número a expressão "Filho da puta" e deixei o papel sobre a minha agenda.

Assim, quando estava nervoso com alguém, ou em um mau momento do dia, ligava prá ele, e quando atendia, lhe dizia sempre a mesma frase "Você é um filho ..." e desligava sem esperar resposta. Isto me fazia sentir realmente muito melhor. Ocorre que a Telepar introduziu o novo serviço "bina" de identificação de chamadas, que me deixou preocupado e triste porque teria que deixar de ligar para o Sr. "fdp". Então, tive uma idéia: disquei o seu número de telefone, ouvi a sua voz dizendo "Alô" e mudei de identidade:

- "Boa tarde, estou ligando da área de vendas da Telepar, para saber se o senhor conhece o nosso serviço de identificador de chamadas 'bina'".

- "Não estou interessado!"
- disse ele, e desligou na minha cara. O cara era mesmo mal-educado. Rapidamente, disquei novamente:
- "Alô?
- "É por isso que você é um fdp!!!"
e desliguei. Aqui vale até uma sugestão: se existe algo que realmente está lhe incomodando, você sempre pode fazer alguma coisa para se sentir melhor: simplesmente disque o número de algum fdp da puta que você conheça (pode ser o Eurico Miranda), e diga para ele o que ele realmente é.

Acontece que eu fui até o shopping, no centro da cidade, comprar umas camisas. Uma senhora estava demorando muito tempo para tirar o carro de uma vaga no estacionamento. Cheguei a pensar que nunca fosse sair. Finalmente seu carro começou a mover-se e a sair lentamente do seu espaço. Dadas às circunstâncias, decidi retroceder meu carro um pouco para dar à senhora todo o espaço que fosse necessário: "Grande!" pensei, "finalmente vai embora".

Imediatamente, apareceu um Vectra preto vindo do outro lado do estacionamento e entrou de frente na vaga da senhora que eu estava esperando. Comecei a tocar a buzina e a gritar:

- "Ei, amigo. Não pode fazer isso! Eu estava aqui primeiro!"

O cara do Vectra simplesmente desceu do carro, fechou a porta, ativou o alarme e caminhou no sentido do shopping, ignorando a minha presença,como se não estivesse ouvindo.


Diante da sua atitude, pensei: "Esse cara é um grande fdp! Com toda certeza tem uma grande quantidade de fdp neste mundo!". Foi aí que percebi que o cara tinha um aviso de "VENDE-SE" no vidro do Vectra. Então, anotei o seu número telefônico e procurei outra vaga para estacionar.

Depois de alguns dias, estava sentado no meu escritório e acabara de desligar o telefone - após ter discado o número costumeiro do meu velho amigo e dizer "Você é um filho ..."" (agora já é muito fácil discar pois tenho o seu número na memória do telefone), quando vi o número que havia anotado do cara do Vectra preto e pensei:

- "Deveria ligar para esse cara também". E foi o que fiz. Depois de um par de toques alguém atendeu:
- "Alô".
- "Falo com o senhor que está vendendo um Vectra preto?"
- "Sim, é ele".
- "Poderia me dizer onde posso ver o carro?"
- "Sim, eu moro na Rua tal tal, n° 27. É uma casa amarela e o Vectra está estacionado na frente".
- "Qual e o seu nome?"
- "Meu nome e Eduardo C. Marques"
- disse o cara.
- "Qual a hora é mais apropriada para encontrar com você, Eduardo?"
- "Pode me encontrar em casa à noite e nos finais de semana".
- "É o seguinte Eduardo, posso te dizer uma coisa?"
- "Sim".
- "Eduardo, você é um tremendo fdp!!!"
- e desliguei o telefone.

Depois de desligar, coloquei o número do telefone do Eduardo (que parecia não ter "bina", pois não fui importunado depois que falei com ele) na memória do meu telefone.

Agora eu tinha um problema: eram dois "fdp" para ligar. Após algumas ligações ao par e desligar, a coisa já não era tão divertida como antes. Este problema me parecia muito sério e pensei em uma solução: em primeiro lugar, liguei para o "fdp 1". O cara, mal-educado como sempre, atendeu:

- "Alô" - e então falei:
- "Você é um fdp" - mas desta vez não desliguei.
O "fdp 1" disse:
- "Ainda está aí, desgraçado?"
- "Siiimmmmmmmm, amorrrrrr!!!
- respondi rindo.
- "Pare de me ligar, seu filho da mãe - disse ele, irritadíssimo.
- "Não paro nããão, fdputinha querido!!!
- "Qual é o teu nome, lazarento?"
- berrou ele, descontrolado!

Eu, com voz séria de quem também está bravo, respondi:

- "Meu nome é Eduardo C. Marques, seu fdp. Porquê???"
- "Onde você mora, que eu vou aí te pegar, desgraçado?"
gritou ele.
- "Você acha que eu tenho medo de um fdp? Eu moro na Rua tal tal, n°27, em uma casa amarela, e o meu Vectra preto está estacionado na frente, seu palhaço fdp. E agora, vai fazer o quê?", gritei eu.
- "Eu vou até aí agora mesmo, cara. É bom que comece a rezar, porque você já era" - rosnou ele.
- "Uuiii! É mesmo? Que medo me dá, fdp. Você é um bosta! E eu estou na porta da minha casa te esperando!!!" Desliguei o telefone na cara dele. Imediatamente liguei para o "fdp 2".
- "- "Alô" - diz ele.
- "- "Fala, grande fdp!!!"
- "Cara, se eu te encontrar vou...
- "Vai o quê? O que você vai fazer??? Seu fdp!"
- "Vou chutar a sua boca até não ficar nenhum dente, cara!"
- "Acha que eu tenho medo de você, fdp? Vou te dar uma grande oportunidade de tentar chutar minha boca, pois estou indo para tua casa! E depois de arrebentar sua cara, vou quebrar todos os vidros desta merda de Vectra que você tem. E reze pra eu não botar fogo nessa casa amarelinha de bicha. Se for homem, me espera na porta em 5 minutos"
, e bati o telefone no gancho. Logo, fiz outra ligação, desta vez para a polícia.

Usando uma voz afetada e chorosa, falei que estava na Rua tal tal, n° 57, e que ia matar o meu namorado homossexual assim que ele chegasse em casa.

Finalmente peguei o telefone e liguei o programa da CNT "Cadeia" do Alborguetti, para reportar que ia começar uma briga de um marido que ia voltando mais cedo para casa para pegar o amante da mulher que morava na Rua tal tal , n° 27. Depois de fazer isto, peguei o meu carro e fui para Rua tal tal, n° 27, para ver o espetáculo.

Foi demais, observar um par de "fdp" chutando-se na frente de duas equipes de reportagem, até a chegada de 3 viaturas e um helicóptero da polícia, levando os dois algemados e arrebentados para a delegacia.

Moral da história? - Não tem moral nenhuma! Foi sacanagem mesmo...

E vê se atende o telefone educadamente, pois posso ser eu ligando para você por engano...

Crônica escrita por Afonso Soares, porém não faço a menor idéia de quem seja este fdp.

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